Sueño

SUEÑO

Blog do processo de montagem Sueño a partir da obra A Vida é Sonho, de Calderón de La Barca, pesquisada pela Malta Teatral Camaleão Boca de Dragão

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

30 de outubro de 2010

Treinamento: Jardim do Rei.

Exercícios de narração/contação de A Vida é Sonho:
Contar a fábula da peça em 20 linhas (manuscritas).
Versão de Karina:
"Desde o berço, Segismundo foi trancafiado numa torre, alheio ao mundo, por seu pai, o rei Basílio, na tentativa de impedir um mal presságio que apontava Segismundo como um governante tirano e cruel. O rei vergado pelos anos e, corroído pela dúvida, decide testar seu filho, trazendo-o para o palácio enquanto dormia, e, quando desperto, conta-lhe a verdade. Em seu primeiro dia, Segismundo é injusto e impiedoso, matando por simples capricho. Então ele é mandado de volta à prisão, onde contam-lhe que tudo fora somente um sonho, a fim de que isso lhe servisse de consolo. O povo liberta Segismundo, pois o tem como o seu governante legítimo, e trava-se uma luta entre pai e filho. Basílio, caído aos pés de Segismundo, tem sua vida polpada por ele, que então se mostra sábio e digno de governar, pois à incerteza de estar sonhando, aconselha-se a prudência. Segismundo supera a si mesmo, ao desistir de seu amor por Rosaura, uma jovem que veio vingar sua hora, para que ela se case com Astolfo, seu primo, que lhe deve tais obrigações."

Contar a fábula da peça na narrativa oral em 2 minutos.

Trabalhando cenas:

Rafa: continuação da Cena III - Segismundo
Karina: primeira etapa do pentagrama com as cenas I e II. Descobrir maneiras de fazê-la sozinha. Como agregar o Clarim?
Rubricas - Narração.
Falas de Rosaura. Clarim: corrente. (Não funcionou)

Para próximo ensaio, continuar com essas cenas.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Despedidas

Teka e Laura...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

01 de outubro de 2010

Presente Karina. Discussão com Adriano sobre a pesquisa da recepção. Referências bibliográficas.

29 de setembro de 2010

Etapa de Treinamento:
Aquecimento e alongamento livre.
Jardim do Rei. Karina ainda na fase do equilibro.

Teka e Karina discutiram as razões de ser do texto A Vida é Sonho. Sobre o que ele fala?
Binômios: Ilusão/desilusão; realidade/sonho.
Qual realidade? O que chamamos por real? A realidade talvez seja aquilo que acreditamos que ela seja. O que chamamos de real na verdade é uma interpretação deste mesmo "real". Um mesmo fato, acontecimento, visto sobre duas pessoas é interpretado de maneira distinta por elas. Exemplo clássico disso, uma partida de futebol. Peguemos um lance de pênalti, quanto não ´discutido sobre um lance polêmico onde existe uma imagem do acontecimento e mesmo assim nunca conseguimos chegar num consenso de foi ou não pênalti. Se assim o fosse muitos programas televisivos perderiam sua razão de ser.
Assim, a realidade não se torna uma visão iludida das coisas? "Só a ilusão trás a desilusão". Todos os personagens de A Vida é Sonho são iludidos e desiludidos.
O ser prudente é um dos pontos chaves do texto.

Por Karina Zichelle

24 de setembro de 2010

Após seguir a sugestão da Teka de manter no primeiro ato da peça a mesma relação de ator-personagem nas cenas, refizemos o trabalho com a cena IV, com a seguinte configuração:
Rafa: Segismundo;
Karina: Clarim;
Laura: Rosaura;
Teka: Clotaldo.

  1. Leitura da cena
  2. Exercício do texto que consiste em justificar a fala de cada personagem.
  3. Improvisação da cena.
O Rafa continuou a trabalhar a quinta etapa da Cena III (solilóquio de Segismundo), enquanto as três meninas continuaram o trabalho iniciado no último ensaio da Cena VI:
Karina: Clarim
Teka: CLotaldo
Laura: Rosaura.
  • Improvisação da cena.
Fim do ensaio.

Por Karina Zichelle

terça-feira, 21 de setembro de 2010

17 de setembro de 2010

Leitura da cena IV e V da Primeira Jornada.
Cena IV : Rosaura - Karina, Segismundo - Teka, Clarin - Laura, CLotaldo - Rafa.
Cena V : Rubricas - Karina, Segismundo - Teka, Clarin- Laura, Cltaldo - Rafa.
Exercício de texto. Ler cada fala do seu respectivo personagem, explicando o porquê de cada uma delas. O que aconteceu para cada personagem agir de determinada maneira.

Cena IV, sob o prisma da Rosaura:
"Tenho pena... e tenho medo..." : após ouvir o solilóquio do Segismundo, Rosaura sente uma identificação com toda aquela revolta, cólera e sofrimento, ao mesmo tempo que sente medo dele por ser desconhecido.
"Um triste apenas... que conheceu tuas queixas..." : Astuta, soube desviar a resposta para uma genérica (se me permitem a analogia, mesma astúcia de Ulisses ao dizer ao ciclope Polifemo que se chamava "Ninguém") , que ainda assim não deixa de ser verdadeira. Preservou sua identidade, mas revelou compaixão, pelo uso do "um triste", como sujeito do frase.
"Se és, homem, bastará que me ajoelhe, para que em veja livre." : Mais uma vez, demonstrando suas esperteza, argumentando que se ele é homem, ou seja, se ele possui hnradez, se tem uma alma nobre, bastará que ela humildemente se ajoelhe para que, de acordo com as leis de honra, de cavalheirismo, ele possa "perdoá-la".
"Com tanto assombro de ver-te, com espanto de te ouvir, não sei que possa dizer-te nem o que te perguntar. Eu sou..." : após a revelação de encanto que Segismundo demonstra por Rosaura, ao mesmo tempo que ela sente-se assustada por ele, ela também sente-se espantada, curiosa, atraída, e não sabe o que mais dizer, quando é interrompida pela voz de Clotaldo.
"Que mais perigos me esperam?" : depois da árdua viagem que vem travando, por todos os obstáculos já percorridos, ver-se agora sob a ameaça dos guardas, que mais desventuras o destino lhe prepara?

Por Karina

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CEPECA - 16 de setembro de 2010

Apresentação da cena II na 4ª Etapa do Pentagrama por Karina e Laura e da cena III na 4ª e 5ª Etapas (sendo a quinta o deslocamento da perspectiva - cena deitado) pelo Rafa.