Sueño

SUEÑO

Blog do processo de montagem Sueño a partir da obra A Vida é Sonho, de Calderón de La Barca, pesquisada pela Malta Teatral Camaleão Boca de Dragão

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Diário de Bordo II

23 de abril de 2010

Treinamento: Escala de Decroux (inclinação, rotação e translação).

Commedia Dell'Arte: Pantallone.

Jardim do Rei.

Improvisação da peça, feita por todos, numa cena rápida.

Aline, Flávio, Karina, Luiz, Rafa e Teka. (A Bruna estava contundida e ficou como platéia).

· Primeiro passo: qual o roteiro de A Vida é Sonho? Qual perspectiva vamos assumir? A de Segismundo? Que tipo de linguagem? Não precisamos distribuir os personagens da peça entre nós.

· Discussão: Idéia! Usar de metáforas para criar a cena. A metáfora da gaiola que aprisiona o pássaro.

Idéia! Todos em roda, ciranda da canção infantil "Pombinha Branca".

Ok. Chega de conversa, vamos para a ação!

"Pombinha Branca, que está fazendo?

Lavando roupa pro casamento.

Vou me lavar, vou me trocar,

vou na janela pra namorar.

Passou um homem, de terno branco,

chapéu de lado, meu namorado.

Mandei entrar.

Mandei sentar.

Cuspiu no chão,

Limpa aí, seu porcalhão!"

Feita a ciranda, deu certo. Pausa. E agora?

"Vamos repetir a ciranda e seguir direto, sem parar para racionalizar o que fazer". Todos concordam.

Novamente,

"Pombinha Branca, que está fazendo?

Lavando roupa pro casamento.

Vou me lavar, vou me trocar,

vou na janela pra namorar.

Passou um homem, de terno branco,

chapéu de lado, meu namorado.

Mandei entrar.

Mandei sentar.

Cuspiu no chão,

Limpa aí, seu porcalhão!"

E dessa vez o exercício acontece! Com várias imagens sendo criadas. Frases soltas pronunciadas aleatoriamente pelos atores. Várias pessoas assumindo o Segismundo. “Acorda!”; “Levanta, você é príncipe!”; “Estou sonhando?”; “Sua voz, me é familiar, mas não era um sonho?”...

· Impressões: Através das sensações que A Vida é Sonho despertou em nós, a cena narrou a fábula de Calderon, seguindo uma linearidade própria, mas respeitando os acontecimentos da peça.


Leitura dos primeiros parágrafos do novo artigo do Adriano.

JOGO do Chapéu.

Nesse jogo dois participantes improvisam uma cena de venda de um chapéu. Um será o balconista da loja e o outro o comprador do chapéu. Eles criam uma partitura de cena (com falas e gestos) que deverão ser repetidos de igual maneira em todas as vezes pelos demais participantes dispostos em duplas.

Adriano e Karina criam a partitura a ser seguida.

Adriano: Bom dia

Karina: (com as mãos estendidas sobre o balcão) Bom dia (perna direita levanta)

Adriano: Eu queria comprar aquele chapéu (aponta o chapéu).

Karina: Aquele chapéu? (olha para trás apontando o chapéu).

Adriano: Aquele chapéu.

Karina: Pois não. (pega o chapéu e coloca em cima do balcão).

Adriano: Quanto custa?

Karina: Cinquenta reais (inclinando levemente a cabeça para a esquerda).

Adriano: (pega o dinheiro e entrega para a vendedora, depois pega o chapéu) Obrigado.

Karina: Não tem por onde. (guardando o dinheiro no bolso esquerdo da calça).

Todas as duplas (Luiz e Rafa, Teka e Aline, e Flávio e Karina) repetem essa partitura. Aos poucos novos desafios são acrescentados à ela.

Primeiro: Após o termino de cada fala, colocar um xingamento. (o cara de melão que a Karina soltou pro Adriano foi bizarro).

Segundo: Após o xingamento o outro participante, antes de começar a falar, solta um grito.

Terceiro: Fazer as ações e ao invés desse texto, falar letras de músicas.

Quarto: Fazer as ações e o texto em blablação.

Quinto: Parados, dando o texto o mais neutro possível, sem mexer nada.

Sexto: Só as ações.

Sétimo: De trás para frente.

Esse jogo rendeu muitas risadas, e descobri uma coisa interessante, porque ficamos sérios ao xingarmos alguém?

16 de abril de 2010

Aquecimento proposto pela Laura (que fez todo mundo ofegar cansados,eita Laura!).

Commedia Dell'Arte: Zanni.

JOGO Passo, Pego, Protesto

Esse jogo consiste na contação da história da peça pelos integrantes do grupo, dispostos em círculo. Quem porta a bolinha (no nosso caso, o ovinho de plástico da Kinder Ovo) tem o direito à fala, e somente ele. Caso esqueça algum detalhe da história, ou conte algo que "não era bem assim", qualquer participante pode falar "PROTESTO", e então, o direito de continuar a história passa a ser dele. Se o participante que estiver contanto a fábula não conseguir continuar, pode falar "PASSO" e necessariamente qualquer outro jogador deve responder "PEGO", para assumir a continuidade da contação. Caso ninguém responda, o jogo fica parado até que uma boa alma se arrisque.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Diário de Bordo

14 de abril de 2010

Aquecimento, Escala de Étienne Decroux: Cabeça, Pescoço, Peito, Cintura, Quadril.

Commedia dell"Arte: Pantallone.

Jardim do Rei.

Discussão sobre Pré-Expressividade*

Improvisações em grupo sobre "O que A Vida é Sonho não é para você"
Gabi, Luiz e Karina: "Infantilóide", Superficial;
Flávio, Laura e Teka: Realidade;
Aline, Bruna e Rafa: Liberdade.

Essas improvisações renderam muito pano para manga.
A primeira da superficialidade foi bem sucedida quanto à comunicabilidade da sua mensagem (O que A Vida é Sonho não é - Superficial) para o público, contudo, foi acusada de ter tratado do assunto de maneira superficial. Mas uma coisa, todos estavam de acordo, A Vida é Sonho não é uma peça, superficial, infantilóide no sentido de "Teletubes" (desculpem que goste), uma estrutura cuja mensagem seja passada de maneira repetida, para a simples compreensão da imitação. "Dois mais dois são quatro". Em A Vida é Sonho, "dois mais dois" podem ser quatro, porque são quatro? Ela gera questionamentos, e por mais que possa expressar uma moral ao final, ela não é uma moral para ser somente repetida ao ser ensinada.

A segunda, trouxe uma linguagem mais interessante, mas metaforizada, contudo, o público não conseguiu identificar a mensagem que ela passava (Realidade), e esse ideal de realidade gerou grandes e calorosas argumentações. A Vida é Sonho não é realidade, será? Que tipo de realidade? O trio se ateve mais à uma demonstração de fatos ditos "reais", do que uma interpretação destes, realidade factual?

A terceira, Liberdade, também deixou dúvidas enquanto compreensão de significados, mas apropriou-se de uma linguagem corporal metaforizada, mais sublime, compondo figuras, finalizando com o "clique" da máquina fotográfica, do "enganamos vocês", quebrando a expectativa da cena.
A liberdade aqui pretendida, que ão achavam conter em A Vida é Sonho, é a liberdade de poder ser e fazer qualquer coisa, e esse gran finale mostrava isso, eles tinham a liberdade de virar pra platéia e dizer "isso é uma cena".
Mas de novo, o tema soou polêmico, o que é liberdade de fato? Eu, você somos livres? Conseguimos ser livres?


07 de abril de 2010

A "trupe" se reúne, pela primeira vez todos que vão participar do processo de A Vida é Sonho estão juntos.
O ensaio começa com o Treinamento* - conceito apreendido do livro A Arte Secreta do Ator, Dicionário de Antropologia Teatral, de Eugenio Barba - que para nós se dá com alguns exercícios de RPG, passando pela movimentação da Commedia dell'Arte e o Jardim do Rei.

Commedia dell'Arte: Aprendemos a posição inicial do Zanni. Troca de pesos, Três tempos, Grande Zanni, etc.
Com risos de estranhamento tentamos nos movimentar assim pelo espaço, com esse corpo completamente extra-cotidiano.

O Jardim do Rei é um exercício para treinamento de outra natureza. Como se estivéssemos adentrando num majestoso jardim - à la Jardins Suspensos da Babilõnia - onde criamos uma série de imagens e compondo partituras corporais, que ao longo do exercício, vão aprimorando os princípios de expressividade - belo, equilibro, etc.

A segunda parte do ensaio: Criação de cenas improvisadas na qual se pensassem a relação com o público.
Laura e Flávio: Incomunicabilidade, indiferença, Babel.
Luiz, Aline e Rafa: 3 verbos *
Teka, Gabi e Bruna: 3 Pecados Capitais - Gula, Preguiça, Vaidade. Mexer com os sentidos.

Referências: La Fura del Baus
Robert Wilson

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Quem sois?

Malta
mal.ta1
sf 1 Grupo de pessoas de baixa condição. 2 Gente vagabunda, desconhecida e de má aparência. 3 Malandragem, súcia. 4 pejBando, caterva, grupo, multidão. 5 Rancho de trabalhadores que se transporta de um para outro lugar à procura de trabalhos agrícolas. 6 Ciganagem. 7 Vida airada.

Teatral
relativo ao Teatro

Camaleão
Ca.ma.le.ão1
sm (gr khamailéon) 1 Herp Gênero (Chamaeleon) de répteis lacertílios, com numerosas espécies do Velho Mundo, que têm a curiosa faculdade de mudar de cor, acompanhando o colorido do ambiente.

Boca
bo.ca1
(ô) sf (lat bucca) 1 Anat Cavidade que forma a primeira parte do aparelho digestivo, situada na face entre as duas maxilas, limitada em cima pela abóbada palatina, embaixo pela língua, anteriormente pelos lábios, arcadas dentárias e dentes, aos lados pelas faces, e atrás pelo véu palatino e faringe. 2Lábios. 3 Zool Abertura na parte anterior do corpo de certos animais e por onde se introduzem os alimentos. 4 Qualquer fenda ou corte, que dê idéia de uma dessas aberturas. 5Órgão da fala

de
de1
prep (lat de) Partícula de grande emprego na língua portuguesa, designando várias relações: 15 Comparação

Dragão
dra.gão
sm (gr drákon, via lat) 1 Ser fabuloso, com cauda de serpente, garras e asas. 2 Heráld Emblema ou insígnia em forma de um dragão.