sábado, 26 de junho de 2010
25 de Junho de 2010
Exercício de Butoh: "Gaivota": Ter a imagem em mente de uma gaivota que cai num mar, onde acabou de ocorrer um derramamento de petróleo. Esta tenta com todas as suas forças nadar até a praia. Ela vai morrer, seus olhos já estão mortos. Os atores, ao buscar essa imagem posicionam-se da seguinte maneira: os pés se cruzam e ficam em meia ponta; os braços se cruzam na frente do peito e somente o dedo médio toca os ombros; o olhar é sem foco, morto; as pálpebras piscam com o ritmo de asas de borboletas; a cabeça tomba para a esquerda.
No final do exercício virá o grito de desespero da gaivota.
obs: NOTA-SE A DIFICULDADE FÍSICA E EMOCIONAL QUE HÁ NESSE EXERCÍCIO!
Apresentamos (Rafa, Laura, Karina) a mesma cena do ensaio passado, porém buscando a sensação que nos remeteu o exercício da Gaivota. A Teka criou a sua cena.
Após, improvisamos a primeira cena da peça. Laura e Rafa; Teka e Karina.
Por Laura Salvatore
quinta-feira, 24 de junho de 2010
23 de Junho de 2010
Depois o ritual "Despertai-me, senhor, e dai-me conhecimento."
Aproximadamente uns 20 minutos de passeio ao "Jardim do Rei" trabalhando os seguintes princípios:
- equilíbrio;
- oposição;
- repetição de movimentos.
Assim que terminamos o "passeio", passamos a coreografia da PRIMEIRA JORNADA.
Nesse dia, tivémos um convidado especial: Ariel Moshe. A Karina e o Rafa apresentaram a contação intimista da primeira cena da peça a ele, que nos disse suas impressões. Então, o que tiramos de proveitoso foram:
- para contar uma histótia bem perto do espectador devemos ficar atentos aos respectivos aromas. Eles podem tanto nos ajudar como prejudicar. Se a intenção é seduzir o espectador e faze-lo "viajar" na história, o dito bom cheiro deve ser intencional (hálito, perfume, etc);
- a história precisa ter pausas para que o espectador assimile e sedimente as imagens;
- nós, atores, podemos explorar as entonações, ritmos e intensidades da voz;
- ficou sugerido como laboratório trabalhos como o do link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=0ztl5geWp8c
A Teka contou a primeira cena para a Laura. Elas concluiram que para facilitar o trabalho devemos separar o texto em ações. Além disso, os desenhos que a Teka faz no caderno podem ser mais explorados, por exemplo colocar cores neles.
Depois fizemos o exercício da "Gaivota". Este será repetido. Observamos que todos tem muita dificuldade para concentrar-se na imagem da gaivota. Além de que precisamos enfrentar as dores corporais que vão surgindo no decorrer dessa atividade.
Para finalizar realizamos uma meditação ativa: "Vela" (nome que criei agora).
Por Laura Salvatore
domingo, 20 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Lançamento do livro do CEPECA


sábado, 12 de junho de 2010
09 de junho de 2010
Hoje nosso encontro começou às 20:40, pois a Malta Teatral CBD fez uma intervenção num evento no Macunaíma ("Homenagem Macunaíma Arte&Cultura"). O Adriano permaneceu neste evento e os integrantes da Malta CBD do projeto A Vida é Sonho foram ensaiar.
Já na sala de ensaio, eu (Rafael), Teka, Gabi e Karina presentes - a Laura não pode vir - iniciamos com alongamento, fizemos a roda “Despertai-me Senhor e dai-me conhecimento.” e partimos para o Jardim do Rei.
Fizemos esse treinamento, Jardim do Rei, cerca de 20min, depois decidimos ao invés de treinar Comédia dell’Arte, improvisar com as categorias que já havíamos aprendido.
Separamo-nos em duplas para desenvolver as cenas, a saber, Rafa/Gabi e Teka/Karina. Cada dupla indicou um tema para a outra dupla desenvolver a cena.
Rafa/Gabi deveriam fazer a cena: Não quero tomar sopa!
Teka/Karina deveriam fazer a cena: Entrar de penetra na festa da Cinderela
Cena: Não quero tomar sopa!
Fiz a cena com a Gabi, que assim como o Adriano, estudou com o Antônio Fava. Ela disse que existe a figura da rainha e os zannis, podem fazer o papel de guardiões. Daí surgiu nossa improvisação, cuidaríamos da sopa da rainha para que ninguém comesse e o jogo partiu daí, os dois queriam comer, mas não podiam e ainda não queriam revelar ao outro suas fraquezas. Assim, meu zanni enganou o zanni Gabi e colocou a sopa sobre a cabeça, acreditando que o outro não percebera e realmente não o percebera, mas ao irem embora, eu deixei o zanni da Gabi subir em minhas costas para procurar o culpado e esqueci que a sopa estava sobre minha cabeça, assim ela comeu toda a sopa e fui embora acreditando que a sopa estava sã e salva para eu comer depois. Utilizamos bastante expressão corporal, figuras compostas e acrobacias para compor a cena.
Cena: Entrar de penetra na festa da Cinderela
Teka e Karina fizeram Enamorada e Zanni respectivamente. Karina e Teka apegaram-se mais à técnica que eu e a Gabi, inclusive a Karina utilizou até o Friso, alguns saltos para exibir-se como zanni. Teka abusou das posturas exibicionistas da enamorada e fez uma enamorada quase tola de tantos suspiros, movimentos entrecortados, exagerados e àquelas perguntas, que não são necessárias fazê-las, pois a resposta é tão evidente e mesmo assim, a enamorada da Teka o fazia, foi engraçado.
Após isso eu e a Karina retomamos a contação da estória – Primeira Cena de A Vida é Sonho – utilizando desenho ou bonecos. Apresentaremos isto no CEPECA em 10/06, acredito não estar apresentável, ainda estamos improvisando, mas o Adriano o quer assim, então vamos lá?!
Treinei um pouco e apresentei a elas, não tivemos tempo de comentar. A Karina não pode apresentar, pois não estava muito bem de saúde. O ensaio terminou 22:40.
terça-feira, 8 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Impressões quanto à inculturação e aculturação
Os poucos atores que entendem isso, entram numa estrada longa, erma e seca, onde precisam auto-descobrir-se (corpo e mente). Consciente dessa estrada, devido a alguns grandes mestres que tive em minha formação técnica, sempre acreditei que o ator primeiramente é um atleta. Atleta no sentido físico e afetivo como defendia Artaud.
Define-se as imagens e começa-se a repetir os movimentos até que essas imagens tornem-se uma dança pessoal, pois é a sua técnica de inculturação. Após isto, começa-se a trabalhar princípios pré-expressivos (Barba). Treinei até então nesse Jardim do Rei os princípios de equilíbrio, tensão e início ritmo.
A cada movimento do Jardim do Rei que se desenrola como se fosse uma linha contínua no espaço, saindo do meu corpo e se perdendo no tempo, sinto a memória corporal e psíquica "gritando". Uma memória levando à outra e aumentado a diversidade da minha dança em um transe entre a imagética virtual e física.
Às vezes, um movimento visto num espetáculo de dança, um sonho que tive ou um andar incomum observado na rua torna-se material para minha dança pessoal. As matrizes crescem, meu repertório aumenta e algo novo pode ser criado quando aquilo parecia estagnar.
Neste ponto volto a questão do mestre, o Adriano inseriu no treinamento uma técnica de aculturação, a Comédia Dell'Arte, que aprendeu com Antônio Fava.
Nós treinamos a Comédia Dell'Arte não com intenções psíquicas da persona, mas como partitura corporal, isto é, treinamento pré-expressivo. Aprendemos a partitura de uma persona pela repetição e racionalização do movimento até que se torne orgânico, ou seja, mestre e aprendiz.
O mestre é quem corrige os movimentos de seu aprendiz com ação, assim como é no ballet, na mímica clássica ou no Kathakali - são técnicas passadas de geração em geração; e é o aprendiz quem precisa esvaziar-se de si mesmo para aprender essa técnica (reproduzir), dominá-la (decodificar) e somente então transformá-la (codificar).
quinta-feira, 3 de junho de 2010
02 de junho de 2010
O ensaio começa de maneira inusitada, com um “Parabéns pra você” conduzido pela Nathalia, numa surpresa para o Adriano, aniversariante do dia.
Uma singela, porém carinhosa confraternização com direito a rocambole e guaraná.
Reunião de produção: busca para unir as “espertises” de cada um para consolidar a companhia.
Definição do próximo texto para discussão: Cap. 1 do livro A Arte de Não Interpretar Como Poesia Corpórea do Ator, do Renato Ferracini.
Quando dia 13 de junho, às 19h30.
Treinamento: Jardim do Rei
Commedia dell’Arte, conduzida pela Gabi. Enamorados.
Como a Karina e a Nathalia estava doentinhas, elas ficaram apenas observando.
Ensaio encerrado excepcionalmente às 21h30.
Por Karina Zichelle
terça-feira, 1 de junho de 2010
Ensaio: 28 de maio - Registro da descrição das cenas
Cena: Clotaldo entra na torre e surpreende Rosaura, Clarim e Segismundo.
· Rosaura, de longos cabelos louros, escondidos pelo elmo masculino, que também não deixa revelar seu rosto de traços finos, os olhos claros e a pele delicada suja pela longa viagem que empreitou.
· A espada que Clarim trás consigo e que entrega aos soldados é torta, tosca.
· A espada que Rosaura entrega a Clotaldo é única, forjada em metal nobre, talhada cuidadosamente com pedrarias no copos. É uma espada imponente.
· Clotaldo conduz os prisioneiros para o castelo, acima deles, um céu de baunilha, cujos últimos raios solares da cor púrpura mancham de sangue aquele horizonte.
· A torre que sepulcra Segismundo é alta e muito entrecortada, seu interior é composto de vários compartimentos distribuídos de maneira labiríntica, com muitas escadas que se confundem em vários níveis. Muitas correntes de metal envelhecido compõem esse cenário difuso.
Cena: Segismundo desperta no Castelo
· Segismundo acorda e se vê deitado numa cama de tamanho descomunal, de uma maciez que o entorpece ainda mais. As mantas que encobrem a cama são de pura seda, tecida cuidadosamente com detalhes em fios de ouro.
· A janela do quarto possui um vitral colorido que recorta a luz que adentra no quarto, produzindo imagens disformes, deixando um a atmosfera translúcida.
· A porta central do quarto, assim como a cama, é de proporções gigantescas. Dourada, com arabescos enfeitando seus entalhes, possui uma maçaneta feita de esmeralda e outras pedras preciosas, que chamou a atenção imediata de Segismundo, como uma mariposa é atraída pela luz.
· Clotaldo entra trajado com roupas finas. Um traje branco com um cinturão verde que possui a insígnia real de Basílio.
por Karina Zichelle