Sueño

SUEÑO

Blog do processo de montagem Sueño a partir da obra A Vida é Sonho, de Calderón de La Barca, pesquisada pela Malta Teatral Camaleão Boca de Dragão

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Férias

Em agosto retomamos nossos ensaios, afinal todo mundo acaba precisando de um tempo de descanso.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

14 de julho de 2010

Reunião de Produção

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Liberdade e aprisionamento

Tomando por base o solilóquio de Segismundo logo no ínicio da Primeira Jornada, nos foi pedido que escrevessemos um texto sobre Liberdade que seria usado numa cena que representasse um estranhamento recente. Segue o texto desenvolvio pela Karina:

Liberdade

Quando menina, acreditava que ao final de toda palavra “liberdade” havia um ponto final. Liberdade existe e ponto. Liberdade para brincar, para comer um doce, para sonhar. A liberdade que me abraçava era sublime e possível, vivemos num mundo livre.
Quando adolescente, instigada pelo espírito rebelde próprio esses anos, decidi que ao final de toda palavra “liberdade” viria um ponto de exclamação! Porque liberdade é uma palavra carregada de luta, de sangue! E protesto! Liberdade política, liberdade de expressão! E lutar por aquilo que acreditamos! Viva!
Com os anos que se passaram, não muitos, diga-se a verdade, as inquietudes da vida e as angústias questionadoras abalaram todas as minhas crenças e certezas. E achei prudente mudar a pontuação e colocar ao final de toda palavra “liberdade” um ponto de interrogação. Afinal, o que é ser livre? É escolher pelos seus próprios meios? Valores? É não ter a moral estuprada por essa sociedade decadente e selvagem? É ser racional? Sempre escolher?
Por mais que ainda acredite que não haja uma resposta que defina liberdade, tenho certeza de que novamente me equivoquei com a pontuação. Ao final de toda palavra “liberdade” não vem um ponto final, nem uma exclamação, tampouco uma interrogação. “Liberdade” para ser livre deve ser acompanhada por reticências... Porque impossível e ser definida, ela é sentida, querida, um norte a se seguir... um destino ainda por vir... o fim que todo homem anseia desde seu surgimento... porque ser livre é não ter fronteiras... é transcender à eternidade... e compreender-se pelas entrelinhas...


Por Karina Zichelle

segunda-feira, 5 de julho de 2010

02 de julho de 2010

Não tivemos ensaio...

domingo, 4 de julho de 2010

30 de junho de 2010

Início: 20:10h


Presentes: Adriano, Laura, Teka, Karina, Natalia e Rafa
Ausentes: Gabi, Ricardo


Iniciamos com aquecimento\alongamento individual de 10 min, fizemos o círculo
“Senhor despertai-me e daí-me conhecimento”.

Partimos para o Jardim do Rei por 20 min. Segue em que etapa cada integrante está neste treinamento.

Gabi – Construção de imagens/movimentos;
Karina – Repetição de movimentos;
Laura – Repetição de movimentos;
Natalia – Repetição de movimentos;
Rafa – Oposições;
Ricardo – Construção de imgens/movimentos;
Teka – Oposições

Após o Jardim do Rei, Adriano comentou que começaríamos também a treinar voz, que é um assunto recorrente em nossos encontros teóricos que precisamos treiná-la para maior expressividade.


Acabamos não fazendo o treinamento vocal, nós o protelamos para iniciar no próximo ensaio, devido alguns outros exercícios que tínhamos para apresentar.


Exercício: Estranhamento + Liberdade
1) Escolher uma situação recente que você tenha vivido e tenha lhe causado algum tipo de estranhamento.



2) Escrever um texto sobre liberdade\aprisionamento.

Adriano pediu este exercício a cerca de 3 semanas. Hoje, Teka, Laura e Karina leram seus textos sobre liberdade. Eu ainda não fiz o meu, mas logo farei.

Depois, contamos o caso de estranhamento:

Laura – O que lhe causa estranhamento é a dependência de
uma pessoa por cocaína.

Teka Um homem que masturbava-se na porta do colégio dentro de um carro, chamaram a polícia. O homem era pai de uma aluna de 8 anos do colégio. Chamaram a mãe da menina, que disse não ter problema nenhum. Foram embora juntos, mãe, pai e filha do colégio.

Rafael – Um senhor de idade pedindo dinheiro no farol, bem apresentado, com uma face dura, parecendo “pedra”, andava sem mover quase nada do corpo, com os braços estendidos na frente do corpo segurando um chapéu. Parecia que carregava o peso da vida.

Após a “contação”, partimos para a improvisação.


Adriano orientou que a Laura dirigisse o grupo e improvisasse o estranhamento de drogas junto com o texto que ela havia escrito.

Improvisação – Cocaína

Todos, ocupando uma posição “aleatória” no espaço, procurávamos por drogas,
chegamos até a empurrar e a mexer nas coisas da Milena (que assistia nosso ensaio). Objetivo: interagir com a platéia.

Após isso cada um no seu desespero falava fragmentos do texto da Laura.
Como “liberdade”, “aqui”, entre outros.

Nesse momento eu (Rafa) tornava-me o usuário que estava indo na “boca”
comprar cocaína, a Laura e Teka eram “olheiros”, a Nati o traficante.

Após, na cena, eu comprar cocaína, simulávamos cheirar cada um no seu
canto.

Eu dizia: “ Você pode pensar que isto tem algo com política...”

A Laura cantava de fundo: “Liberdade, liberdade abre as asas sobre
nós.”

Tentamos essa improvisação de outra forma, mas o Adriano pediu para a Laura encontrar outro estranhamento, pois este apesar de funcionar, passou uma mensagem fascista.

Cena: Primeira Jornada
Em coro, repetimos a cena PRIMEIRA JORNADA.

Fim: 22:40h



por Rafa Bermudes