Sueño

SUEÑO

Blog do processo de montagem Sueño a partir da obra A Vida é Sonho, de Calderón de La Barca, pesquisada pela Malta Teatral Camaleão Boca de Dragão

Páginas

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Diário de Bordo

14 de abril de 2010

Aquecimento, Escala de Étienne Decroux: Cabeça, Pescoço, Peito, Cintura, Quadril.

Commedia dell"Arte: Pantallone.

Jardim do Rei.

Discussão sobre Pré-Expressividade*

Improvisações em grupo sobre "O que A Vida é Sonho não é para você"
Gabi, Luiz e Karina: "Infantilóide", Superficial;
Flávio, Laura e Teka: Realidade;
Aline, Bruna e Rafa: Liberdade.

Essas improvisações renderam muito pano para manga.
A primeira da superficialidade foi bem sucedida quanto à comunicabilidade da sua mensagem (O que A Vida é Sonho não é - Superficial) para o público, contudo, foi acusada de ter tratado do assunto de maneira superficial. Mas uma coisa, todos estavam de acordo, A Vida é Sonho não é uma peça, superficial, infantilóide no sentido de "Teletubes" (desculpem que goste), uma estrutura cuja mensagem seja passada de maneira repetida, para a simples compreensão da imitação. "Dois mais dois são quatro". Em A Vida é Sonho, "dois mais dois" podem ser quatro, porque são quatro? Ela gera questionamentos, e por mais que possa expressar uma moral ao final, ela não é uma moral para ser somente repetida ao ser ensinada.

A segunda, trouxe uma linguagem mais interessante, mas metaforizada, contudo, o público não conseguiu identificar a mensagem que ela passava (Realidade), e esse ideal de realidade gerou grandes e calorosas argumentações. A Vida é Sonho não é realidade, será? Que tipo de realidade? O trio se ateve mais à uma demonstração de fatos ditos "reais", do que uma interpretação destes, realidade factual?

A terceira, Liberdade, também deixou dúvidas enquanto compreensão de significados, mas apropriou-se de uma linguagem corporal metaforizada, mais sublime, compondo figuras, finalizando com o "clique" da máquina fotográfica, do "enganamos vocês", quebrando a expectativa da cena.
A liberdade aqui pretendida, que ão achavam conter em A Vida é Sonho, é a liberdade de poder ser e fazer qualquer coisa, e esse gran finale mostrava isso, eles tinham a liberdade de virar pra platéia e dizer "isso é uma cena".
Mas de novo, o tema soou polêmico, o que é liberdade de fato? Eu, você somos livres? Conseguimos ser livres?


07 de abril de 2010

A "trupe" se reúne, pela primeira vez todos que vão participar do processo de A Vida é Sonho estão juntos.
O ensaio começa com o Treinamento* - conceito apreendido do livro A Arte Secreta do Ator, Dicionário de Antropologia Teatral, de Eugenio Barba - que para nós se dá com alguns exercícios de RPG, passando pela movimentação da Commedia dell'Arte e o Jardim do Rei.

Commedia dell'Arte: Aprendemos a posição inicial do Zanni. Troca de pesos, Três tempos, Grande Zanni, etc.
Com risos de estranhamento tentamos nos movimentar assim pelo espaço, com esse corpo completamente extra-cotidiano.

O Jardim do Rei é um exercício para treinamento de outra natureza. Como se estivéssemos adentrando num majestoso jardim - à la Jardins Suspensos da Babilõnia - onde criamos uma série de imagens e compondo partituras corporais, que ao longo do exercício, vão aprimorando os princípios de expressividade - belo, equilibro, etc.

A segunda parte do ensaio: Criação de cenas improvisadas na qual se pensassem a relação com o público.
Laura e Flávio: Incomunicabilidade, indiferença, Babel.
Luiz, Aline e Rafa: 3 verbos *
Teka, Gabi e Bruna: 3 Pecados Capitais - Gula, Preguiça, Vaidade. Mexer com os sentidos.

Referências: La Fura del Baus
Robert Wilson

Nenhum comentário: